22/7/2008 - Montadoras - Smart: 10 anos de pura ousadia.
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Montadoras
Smart: 10 anos de pura ousadia.
Marca aperfeiçoou o conceito de carro urbano investindo na beleza e na praticidade. O Smart nasceu na Europa e já vendeu 900 mil unidades. E agora se lança ao desafio de conquistar novos mercados como os EUA e China.
Por André Gomide Agência Hp Press
A primeira vez que deparei com o minúsculo Smart no Salão de Fankfurt em 1997, uma explosão de curiosidade e simpatia não se conteve. E acontecia o mesmo com todos que tiveram o privilégio de assistir seu nascimento. Suas linhas diminutas, mas com um desenho ousado e cores vivas, fizeram brotar um imediato interesse naquela solução nova que se apresentava para o trânsito europeu. Tudo era inovador, incluindo uma torre com uns seis Smart amontoados um sobre o outro em um inusitado display vertical na entrada principal do grande centro de exposições. A idéia era realmente quebrar paradigmas em todos os sentidos.
O curtíssimo entre eixos e a proposta de levar apenas dois passageiros sem bagagem (daí o conceito fortwo), resultaram em dimensões suspeitas. Era difícil acreditar que aquela bolinha de aço conseguisse desenvolver velocidade confiável e fazer curvas com segurança. E se bater então? Todas essas questões faziam crer que o ousado carrinho não vingaria. E como anda na contração da combinação grandeza / status / conforto, optar por um modelo significaria uma exposição extrema nas ruas, o que exigiria muita personalidade do pretenso comprador.
Com os anos, a grande maioria das nuvens que chegaram junto com o modelo se dissipou, embora o início da empresa suíça não tenha sido um mar de rosas. Embora tenha chegada ao mercado em 1998, o modelo começou a nascer em 1989 pelas mãos de Nicolas G. Hayek, também inventor do Swatch. Em poucos meses de operações a empresa foi incorporada pelo poderoso grupo Daimler, uma ajudazinha que fez toda a diferença para a sobrevivência do menor dos menores. Perto do Smart, os modelos urbanos convencionais projetados para a Europa, como o pequeno Daewoo Matis, por exemplo, entre outros, pareciam verdadeiros gigantes.
Mostrando que tamanho não é documento, o Smart desde então vem ganhando o mundo e hoje já é comercializado, segundo a marca, em 37 países dos cinco continentes. Está na África do Sul, Taiwan, Hong Kong, México, Austrália, Malásia e Canadá. Nos Estados Unidos as operações começaram este ano, mas faz pelo menos quatro anos que o modelo namora esse mercado. Durante o Salão de Detroit de 2004, a marca colocou centenas de unidades “decorando” as ruas próximas ao salão de exposições. Era um verdadeiro contraste. De um lado os minúsculos Smart e, do outro, as extravagantes limusines.
Beirando a casa do um milhão de unidades produzidas, o Smart se prepara agora para conquistar o mercado da China em um momento em que o comportamento do consumidor local esta caminhando em sentido contrário. Depois de anos convivendo com bicicletas e “carrinhos de brinquedo”, os chineses de agora estão experimentando os prazeres dos grandes sedãs. Mas isso não deve ser obstáculo para o determinado Smart que possui atributos para vencer o enorme Golias. Um deles é a alegria que transmite, seja pelo desenho, seja pelas cores fortes e contrastantes. As cores vivas, por sinal, são fundamental para tornar o Smart visível. Muito mais do que uma ação de marketing é também uma questão de segurança. Seu design alegre, por sinal, lhe conferiu o privilégio de representar o setor automotivo no Museu de Arte Moderna de Nova York.
Nos anos subseqüentes, a Smart lançou a versão conversível e o cupê conversível (2003), bem como o compacto de quatro assentos "forfour" (2004). Chegou-se a cogitar que o forfour fosse produzido aqui no Brasil, na então ociosa fábrica que a Mercedes-Benz tem em Juiz de Fora, interior mineiro. No final de 2005, a empresa decidiu interromper a produção desses modelos para concentrar, a partir de 2006, os esforços na produção da versão para duas pessoas. Desde 1997 a produção realizada na cidade francesa de Hambach, a conhecida "Smartville".
Mas isso são águas passadas. O Smart agora quer ter uma versão com motor elétrico até 2010. Difícil vai ser achar espaço para as enormes baterias. Enquanto isso, o Smart continua arrebanhando admiradores. A segunda geração do smart fortwo foi lançada em abril de 2007 e para muitos, o Smart fortwo é uma espécie de "Declaração de Independência Automotiva". Medindo pouco mais de dois metros e meio de comprimento, o carro consegue entrar nas vagas de estacionamento na diagonal. Os componentes consistem em um núcleo de aço conhecido como célula de segurança Tridion e uma carroceria flexível feita de painéis de termoplástico pintado.
No novo modelo a célula de segurança Tridion atua como a casca rígida de uma noz para proteger os ocupantes do veículo. Isto não somente permite que o smart fortwo atenda às normas de segurança da EuroNCAP e da agência americana de segurança de trânsito (National Highway Traffic Safety Administration). Os equipamentos de segurança padrão do smart fortwo incluem airbags para motorista e passageiro, bem como cintos de segurança com tensores e limitadores de esforço do cinto.
O motor do Smart fortwo está na traseira. Trata-se de um compacto porpulsor de três cilindros com 999 cm3 de cilindrada. As versões do motor atualmente disponíveis na Europa são dois motores naturalmente aspirados de 61 e 71 cv, além de um motor turboalimentado com potência de 84 cv. A marca também oferece uma versão movida a diesel, o Smart fortwo CDI, com 45 cv de potência que é o campeão mundial em emissão de CO2. A média de consumo é de 30,3 km/l e a autonomia de aproximadamente 1.000 km.
A Smart também oferece uma versão híbrida para o motor a gasolina para o mercado europeu. O motor tem 71 cv e é equipado com um sistema que desliga automaticamente seu funcionamento quando o carro está se movendo a menos de 8 km/h, ou e o motorista aplica os freios. O motor volta a funcionar novamente logo que o motorista retira o pé do freio. A função “start / stop” reduz o consumo normal em cerca de 0,4 litros - de 21,3 km/l para cerca de 23,3 km/l. As emissões de CO2 nesse prazo ficam reduzidas de uma média de 112 gramas para cerca de 103 g/km.